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O pensador
Especificações: 1/125 seg. f/5,6 ISO 100

O Pedro estáva perdido nos seus pensamentos no fundo do corredor quando foi apanhado pela camera.

Estes não são pensamentos do meu amigo Pedro, mas sim de Pedro Bial que aconselha:

- Reconhecer os próprios erros não é humildade, não. Reconhecer e aprender com os próprios erros, é ambição.

- Faça o que fizer, não se auto congratule demais, nem seja severo demais consigo.

As suas escolhas têm sempre metade das chances de dar certo. É assim para toda a gente.

- Quem não é humilde por natureza, tem que ser humilde por esperteza.

- Poesia não dá camisa.

Mas quando o poeta tem uma musa,

não precisa de blusa,

vive de brisa.

- A verdade é tão preciosa que precisa de tantas mentiras para não ser revelada.

- Não existe falta de tempo, existe falta de interesse. Porque quando a gente quer mesmo, a madrugada vira dia. Quarta-feira vira sábado e um momento vira oportunidade.

- Os casais bonitos são aqueles que acima de namorados, são amigos. Brincam, brigam, tiram sarro um do outro, se mordem, beliscam, mas se amam de um jeito que nenhuma pessoa do mundo consegue duvidar. Amor não é só beijos e amassos, amor é carinho, amor também é amizade!

- No meu temperamento vai um pouco de pimenta.

Não é todo mundo que gosta.

Não é todo mundo que aguenta.

-Não se preocupe com o futuro.

- Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra.

- Cada dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.

- A estrada é longa e o tempo é curto. Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as consequências destas ações.

- Lembrem-se: as suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua!

Pedro Bial nasceu no Rio de Janeiro, 29 de março de 1958. É jornalista, escritor, cineasta, poeta e apresentador de televisão.

A tempestade
Especificações: 1/320 seg. f/8 ISO 100

Marisa olha a tempestade, ou será ela própria a tempestade? Vamos descobrir.

As tempestades agora têm nome, nome de homem ou de mulher. Marisa poderá perfeitamente ser um nome de tempestade.

Por aqui passou o Ophelia, tempestade tropical que se tornou em ciclone. Os ventos sopraram a mais de 100Km/horas acompanhados de chuvas fortes, provocando inundações, derrocadas e queda de árvores. Mas o Ophelia não se ficou pelos Açores, chegou ao continente português, na forma de tempestade e provocou grandes estragos, mais cheias e derrocadas. E quem não se recorda do Gisele?

O Centro de Previsão e Vigilância Meteorológica dos Açores, tal cm Opfelia, anunciou aproximação do Gisele, avisou que o Gisele se encontrava a norte dos Açores, prevendo-se com a sua aproximação um aumento da intensidade do vento e da agitação marítima no arquipélago. O vento iria soprar forte com rajadas até 110 quilómetros por hora nos grupos ocidental (Flores e Corvo) e central (Terceira, São Jorge, Pico, Graciosa e Faial) e até 100 quilómetros por hora nas ilhas do grupo oriental. Iram haver formação de ondas de sete a oito metros e altura no grupo ocidental e central, e de seis a sete metros nas ilhas do grupo oriental. acrescentou ainda o meteorologista, que o IPMA emitiu aviso laranja de vento e agitação marítima para os grupos ocidental e central, e aviso amarelo nas ilhas do grupo oriental. As previsões apontavam ainda para a possibilidade de ocorrência de períodos de chuva em todas as nove ilhas.

O Gisele passou nos Açores e deixou grandes estragos, seguindo em direção ao continente.

Where is the sun?
Especificações: 1/250 seg. f/5,6 ISO 100

O André estava à espera dos Sol, todos passamos por isso. Ele sempre aparece nem que seja no dia seguinte, apenas temos que esperar.

Olha para o céu e mesmo sobre a tua cabeça por trás daquela nuvem está o sol.

O dia vai a meio e o sol vai descer 90 graus até atingir o horizonte e por fim desaparece, irá dormir. É noite, regressamos a casa. Amanhã o sol irá voltar e aquela nuvem já não estará ali. iremos acordar com o sol a bater-nos no rosto, saltaremos da cama e em direção à universidade saberá bem um bom café, enquanto o sol segue o seu percurso, subirá 90 graus até ficar novamente sobre as nossas cabeças. É meio dia, hora de almoço, e o sol voltará a descer.

Onde anda o Sol? Está a dormir, mas a noite está iluminada! Sim, é a lua que persegue o sol seguindo o mesmo caminho. Mas será mesmo assim? Não, não é assim, o sol não vai a lugar nenhum. Ele continua o temo todo a brilhar lá no céu, no mesmo lugar quer de dia quer de noite. É a Terra que se move, o planeta azul. O planeta Terra gira em torno de si próprio, ao que chamamos de movimento de rotação. E conforme vai girando a Terra, chega a uma hora que o sol fica do outro lado e nós, do lado oposto, ficamos no escuro - é a noite.

Então, o que faz a lua? A lua é um satélite natural da Terra, porque estando em oposição ao sol, reflete a luz que ele irradia. A lua nem sempre nos aparece na mesma forma e tamanho. Às vezes reflete só um pouquinho porque ela está meio de lado, é quando a gente só vê uma parte da lua. Às vezes ela fica totalmente iluminada como se fosse uma bola, e é porque ela está numa posição que recebe bastante luz do sol. Mas quando ela não aparece é porque ela está lá do outro lado da Terra – ela também gira em torno da Terra. A Terra gira em torno de si própria e a lua gira em torno da Terra.

Onde está o Sol?

Titanic wish
Especificações: 1/320 seg. f/8 ISO 100

A história que se segue não é a do Titanic, por ser demasiado conhecida, nem mesmo a do Pedro. O Pedro é um amigo sensato e não se mete em aventuras titânicas.

Passo transcrever a história da pequena embarcação o “São José” que no dia 25 de agosto de 1951 largou clandestinamente Ponta Delgada, e tal como o Titanic, com destino a Nova Iorque. Enquanto que o Titanic era o maior e mais luxuoso transatlântico que viajava levando a bordo cerca de 1500 pessoas, o São José era uma casca de noz, um pequeno barco de 6 metros que se fez ao mar na calada da noite levando a bordo dois tripulantes, Victor e Evaristo Gaspar.

Eis a história que muitos Açorianos desconhecem.

Este é o texto que foi publicada no Açoriano Oriental no dia 14 de setembro de 2009. Um feito contado pelo próprio Victor.

Victor, natural da Ponta Delgada, era carpinteiro e recorda a escada em caracol no Hotel de São Pedro - toda a feita à mão, no tempo em que não havia máquinas, como gosta de dizer - como o seu melhor trabalho. A ideia de ir para a América começa a enraizar-se na sua cabeça quando em Santa Maria, a trabalhar no aeroporto, um encarregado lhe disse que ele lá ganharia "bom dinheiro" como carpinteiro. Até casamento esse encarregado prometeu a Victor para o levar para América, a única forma de lá chegar numa época em que a emigração estava fechada. Victor, já casado e pai de filhos, naturalmente recusou. Mas a tentação de ir para a América ficou a martelar-lhe na cabeça. Victor lançou-se então na aventura de, juntamente com o colega carpinteiro Evaristo Gaspar, fazer um barco que o levaria para a América, sob a ‘capa’ de o vender a um homem das Capelas. A casa de Evaristo, solteiro e morador em Santa Clara, junto ao mar, era o lugar ideal para construir o barco sem dar nas vistas. E assim, em vários serões, Victor foi construindo o sonho com as suas próprias mãos. Durante a construção do "São José", Evaristo Gaspar esteve tentado a desistir da aventura, mas Victor quis levá-la para a frente. "Quando se me mete uma coisa na cabeça, tenho de levá-la até ao fim, sempre tive muita coragem", recorda Victor em entrevista ao Açoriano Oriental. Concluído o "São José", o primeiro problema em o levar para o mar foi a oposição do Capitão do Porto de Ponta Delgada, que achava o barco de seis metros pequeno de mais sequer para sair da ponta da doca. Mal sabia ele que aquele barco tinha sido construído para ir para a América... Enquanto experimentava o barco no saco da doca, Victor foi preparando a viagem sem dar nas vistas, carregando-o de mantimentos: latas de atum e sardinha, batatas, farinha para fazer papas, torradas e um barril com água, levado à noite para ninguém ver. Uns falsos bancos foram o lugar escolhido para colocar pedras para dar lastro e o mínimo de estabilidade em alto mar ao pequeno "São José". "A nossa salvação foram aquelas pedras", recorda hoje Victor. No dia 28 de julho de 1951, Victor e Evaristo saíram do Porto de Ponta Delgada pelas 10 horas da noite - a remos para não levantar suspeitas - e rumo a Nova Iorque, numa aventura que só acabou a 23 de agosto, quase um mês depois, já ao largo da Bermuda, bastante longe da rota, quando um navio americano que vinha da Índia os recolheu. Victor e Evaristo, já barbudos, estavam sem comer há quatro dias quando foram resgatados. Pelo caminho, sobreviveram a quatro dias de mau tempo, a um mastro partido e ao desânimo de quem já julgava que o sonho acabaria sem glória. No final tudo acabou bem, menos para o "São José", que teve de ser afundado a golpes de machado pelo próprio Victor, que o tinha construído com as suas mãos. Ainda hoje, Victor suspira quando recorda esse episódio. No dia 1 de setembro, Victor mandou ainda do navio um telegrama à mulher a dar notícias, mas o reencontro do casal só se daria, no entanto, 18 anos depois. Chegados à América e apesar de ilegais, Victor e Evaristo foram recebidos como heróis aventureiros. Despertaram a curiosidade da imprensa, da comunidade portuguesa que imediatamente os ajudou e até de políticos como os irmãos John e ‘Ted’ Kennedy, que se empenharam pessoalmente na sua legalização. Victor tinha deixado tudo para trás, inclusivamente uma mulher grávida do seu terceiro filho, "uma grande mulher", como recorda emocionado e que, entretanto, já faleceu. Mas cumpriu o seu sonho. A sua vida daria um livro, tantas são as aventuras por que passou, incluindo uma viagem de carro a atravessar a América, de Norte a Sul, rumo ao Brasil, onde viveu parte da sua vida. Para uns, Victor será um grande aventureiro e o mais acabado exemplo do carácter do povo açoriano. Para outros, será um irresponsável que deixou sozinhos mulher e filhos - embora tenha sempre mandado dinheiro para a família - e que só por muita sorte não acabou preso ou morto em alto mar. Mas Victor Caetano não se considera nem uma coisa nem outra, como afirma: "fiz o que fiz pelo futuro dos meus filhos. Não fiz aquela aventura para receber medalhas ou prémios. Foi para o futuro dos meus filhos e da minha família". Victor nunca se arrependeu do que fez: "se tivesse ficado aqui não ia muito longe, porque as coisas eram ruins naquele tempo e vejo isso pelos meus colegas - a maior parte já morreu - que nunca fizeram nada aqui. Por isso, valeu a pena ir para a América", conclui.

Tal como foi dito a historia nada tema a haver com o Pedro. O Victor esperou 18 anos na América pela sua namorada, o Pedro nem tanto.

A vida
Especificações: 1/320 seg. f/8 ISO 100

Marisa perdida na vida, nas escadas o desespero desaparece como se descesse os degraus.

Vida é nome de mulher.

É o espaço de tempo entre a conceção e a morte.

É um processo contínuo de relacionamentos.

É o modo de viver.

Isto é que é vida!

Árvore da vida.

Vida extraterrestre

Vida na Terra.

Viver à grande e à francesa

O amor da sua vida está mais perto do que imagina.

A vida de uma pessoa não é o que lhe acontece, mas aquilo que recorda e a maneira como a recorda (Gabriel Garcia Marques).

A nossa vida é toda ela feita de acasos. Mas é o que em nós há de necessário que lhes há de dar um sentido (Virgílio Ferreira).

Há momentos em que é preciso escolher entre viver a sua vida plenamente, inteiramente, completamente, ou assumir a existência degradante, ignóbil e falsa que o mundo, na sua hipocrisia, nos impõe (Oscar Wilde)

A vida, que parece uma linha reta, não o é. Construímos a nossa vida só nuns cinco por cento, o resto é feito pelos outros, porque vivemos com os outros e às vezes contra os outros. Mas essa pequena percentagem, esses cinco por cento, é o resultado da sinceridade com sigo mesmo (José Saramago).

A vida já é curta, mas nós tornamo-la ainda mais curta, desperdiçando tempo (Victor Hugo).